Arazede
Tou completamente exausta mas ainda tenho forças para aki publicar a singularidade do meu dia hoje. Arazede é a aldeia chamada de vila onde a minha mãe cresceu. Fica ao pé de Figueira da Foz.
Acordei com o meu pai a dizer, a mim e à minha irmã, “Vá meninas! Acordar!”. No momento n percebi “acordar para k? hoje n é domingo”, pensei eu. Depois com muita dificuldade (ou então no segundo depois) voltei ao sono profundo e sonhei. Ao reacordar lembrei-me do meu sonho e percebi que obvimente aquele “vá meninas! Acordar!” fazia apenas parte do sonho. Ideia que me deu um lindo sorriso na cara porque já sabia que podia saborear à vontade os lençóis semi-lavados (mudei-os no dia anterior) da minha cama. Ideia que foi cruelmente arruinada com o simples som da maçaneta da minha porta e o “então? Ninguém aki acorda?” do meu pai k se seguiu. Só me apetecia chorar.
“Para k?” perguntei eu.
“N keres ir a Arazede?” (terra da minha mãe).
Perguntei se tinha msm de ir. Fikei na cama com a todas as minhas células a suplicar por cama kentinha mas mais tarde ouvi a conversa dos meus pais a qual tinha um “a rakel pergunta se pode ficar” a que seguiu a resposta “nem pensar” vinda de uma voz feminina e familiar.
E depois já se sabe. Zombie até entrar no carro.
A musica da Anouk melhorou o meu espírito mas as constantes cotoveladas k a sara ia me dando pelo caminho n. Vi k a minha mãe refilava virada para nós (por eu estar a keixar-me da sara) mas a Anouk estava a falar mais alto e n apanhei o k ela disse.
O leitãozinho da Bairrada pelo almoço melhorou tb o meu espírito. E logo chegamos a Arazede. Cada casa com a sua hortinha e com os seus porcos, coelhos, pássaros, vacas, etc. e um cheiro de fezes de vaca perfumadas com fragrância de esterco no ar.
A primeira tia da minha mãe que a minha mãe foi ver estava numa loja semi-abandonada a fazer sei lá o k. Cumprimentos e mais cumprimentos de “olá”, começam a conversar as duas, comentam o estado de um outro marido de uma outra tia ou qualquer coisa do género que está no seu leito de morte. Falam falam falam falam e tb falam enquanto que nós andamos a entrar e a sair dessa loja semi-abandonada e a explorar as redondezas. As duas dão um abraço de despedida, choram, lamentam a sorte do outro que está a morrer e tb choram. Ah, a meio da conversa tão alegre k ambas estavam a ter passa, com uma carroça puxada por uma vaca, uma conhecida da minha mãe. A minha mãe pede logo para ela parar, seguem-se mais cumprimentos, mais conversa e mais cumprimentos de despedida. A outra segue com a vaca e a minha mãe continua a conversa tão animada com a outra. Cheguei a comentar que como fundo sonoro, desta conversa das duas, era fado vindo de n-sei-a-onde da rua? Mas fado daquele po triste!! O k só melhorou!
A segunda tia da minha mãe tb teve a conversa “anda toda a gente doente, que coisa, anda tudo doente” com uma cara de cemitério. Mais conversa entre minha mãe e tia e tia e minha mãe. Começam a despedirem-se, a tia fala que no natal lembrou-se mto do outro k já faleceu, chora, a minha mãe n chora. Começam as despedidas, a tia diz que vai buscar qql coisa pás meninas (nós) e volta com 20 euros. Agradecimentos, conversa de ultima hora entre as duas, despedida final e seguimos pá próxima tia.
A próxima tia é mais animada. As duas (minha mãe e tia) conversam acerca do meu tio, de minha falecida avó, n há choros. Nós, as meninas, ficamos uma hora sentadas a ouvir a conversa. Dps mais beijinhos, bla bla bla, saímos com um saco com mon cheris e umas amêndoas.
O último tio visitado tem uma horta. Este foi o mais interessante. Mostra-nos os seus imensos pássaros, fala dos seus papagaios, do cão e dps mostra-nos a horta. Mais conversa menos conversa saímos de lá com imensos quilos de laranjas, limões e tangerinas apanhados das árvores, mais duas alfaces de dois tipos diferentes colhidas no momento e n levamos mais nada porque a minha mãe n deixou.
A atitude de todos os tios ao deslumbrarem as “meninas”: “ai k cresceram tanto!!!”, “já tão as 3 mais velhas na faculdade!?!”, “19 anos? Já?” (este comentário veio da segunda tia que k antes tinha comentado k tinha uma neta que tava no 11º e k devia ter a minha idade), “então tu deves ser a Cláudia!” (para mim), “kem então é a Ana?”, “esta é parecida com o pai”, “esta é parecida com o Anselmo” (meu falecido avô), “Olha como tão crescidas”, “tão umas mulherzinhas!!”, “Ai k elas estão tão bonitas”. E nós claro k n largamos os nossos sorrisos pepsodente que dizem “ahahaha, k engraçada e krida que a tia é!!”. Para a minha mãe foi “emagreceste!!!”, “Ai k tas tão magra!”, pk de facto a minha mãe teve k emagrecer devido a um remédio k tomava.
Saímos daquela aldeia chamada vila e deixei k Amanda Marshall me acompanhasse durante a viagem. Após termos largado as mais velhas no acampamento de agua de madeiros cheguei a casa. E este foi o meu dia!
Acordei com o meu pai a dizer, a mim e à minha irmã, “Vá meninas! Acordar!”. No momento n percebi “acordar para k? hoje n é domingo”, pensei eu. Depois com muita dificuldade (ou então no segundo depois) voltei ao sono profundo e sonhei. Ao reacordar lembrei-me do meu sonho e percebi que obvimente aquele “vá meninas! Acordar!” fazia apenas parte do sonho. Ideia que me deu um lindo sorriso na cara porque já sabia que podia saborear à vontade os lençóis semi-lavados (mudei-os no dia anterior) da minha cama. Ideia que foi cruelmente arruinada com o simples som da maçaneta da minha porta e o “então? Ninguém aki acorda?” do meu pai k se seguiu. Só me apetecia chorar.
“Para k?” perguntei eu.
“N keres ir a Arazede?” (terra da minha mãe).
Perguntei se tinha msm de ir. Fikei na cama com a todas as minhas células a suplicar por cama kentinha mas mais tarde ouvi a conversa dos meus pais a qual tinha um “a rakel pergunta se pode ficar” a que seguiu a resposta “nem pensar” vinda de uma voz feminina e familiar.
E depois já se sabe. Zombie até entrar no carro.
A musica da Anouk melhorou o meu espírito mas as constantes cotoveladas k a sara ia me dando pelo caminho n. Vi k a minha mãe refilava virada para nós (por eu estar a keixar-me da sara) mas a Anouk estava a falar mais alto e n apanhei o k ela disse.
O leitãozinho da Bairrada pelo almoço melhorou tb o meu espírito. E logo chegamos a Arazede. Cada casa com a sua hortinha e com os seus porcos, coelhos, pássaros, vacas, etc. e um cheiro de fezes de vaca perfumadas com fragrância de esterco no ar.
A primeira tia da minha mãe que a minha mãe foi ver estava numa loja semi-abandonada a fazer sei lá o k. Cumprimentos e mais cumprimentos de “olá”, começam a conversar as duas, comentam o estado de um outro marido de uma outra tia ou qualquer coisa do género que está no seu leito de morte. Falam falam falam falam e tb falam enquanto que nós andamos a entrar e a sair dessa loja semi-abandonada e a explorar as redondezas. As duas dão um abraço de despedida, choram, lamentam a sorte do outro que está a morrer e tb choram. Ah, a meio da conversa tão alegre k ambas estavam a ter passa, com uma carroça puxada por uma vaca, uma conhecida da minha mãe. A minha mãe pede logo para ela parar, seguem-se mais cumprimentos, mais conversa e mais cumprimentos de despedida. A outra segue com a vaca e a minha mãe continua a conversa tão animada com a outra. Cheguei a comentar que como fundo sonoro, desta conversa das duas, era fado vindo de n-sei-a-onde da rua? Mas fado daquele po triste!! O k só melhorou!
A segunda tia da minha mãe tb teve a conversa “anda toda a gente doente, que coisa, anda tudo doente” com uma cara de cemitério. Mais conversa entre minha mãe e tia e tia e minha mãe. Começam a despedirem-se, a tia fala que no natal lembrou-se mto do outro k já faleceu, chora, a minha mãe n chora. Começam as despedidas, a tia diz que vai buscar qql coisa pás meninas (nós) e volta com 20 euros. Agradecimentos, conversa de ultima hora entre as duas, despedida final e seguimos pá próxima tia.
A próxima tia é mais animada. As duas (minha mãe e tia) conversam acerca do meu tio, de minha falecida avó, n há choros. Nós, as meninas, ficamos uma hora sentadas a ouvir a conversa. Dps mais beijinhos, bla bla bla, saímos com um saco com mon cheris e umas amêndoas.
O último tio visitado tem uma horta. Este foi o mais interessante. Mostra-nos os seus imensos pássaros, fala dos seus papagaios, do cão e dps mostra-nos a horta. Mais conversa menos conversa saímos de lá com imensos quilos de laranjas, limões e tangerinas apanhados das árvores, mais duas alfaces de dois tipos diferentes colhidas no momento e n levamos mais nada porque a minha mãe n deixou.
A atitude de todos os tios ao deslumbrarem as “meninas”: “ai k cresceram tanto!!!”, “já tão as 3 mais velhas na faculdade!?!”, “19 anos? Já?” (este comentário veio da segunda tia que k antes tinha comentado k tinha uma neta que tava no 11º e k devia ter a minha idade), “então tu deves ser a Cláudia!” (para mim), “kem então é a Ana?”, “esta é parecida com o pai”, “esta é parecida com o Anselmo” (meu falecido avô), “Olha como tão crescidas”, “tão umas mulherzinhas!!”, “Ai k elas estão tão bonitas”. E nós claro k n largamos os nossos sorrisos pepsodente que dizem “ahahaha, k engraçada e krida que a tia é!!”. Para a minha mãe foi “emagreceste!!!”, “Ai k tas tão magra!”, pk de facto a minha mãe teve k emagrecer devido a um remédio k tomava.
Saímos daquela aldeia chamada vila e deixei k Amanda Marshall me acompanhasse durante a viagem. Após termos largado as mais velhas no acampamento de agua de madeiros cheguei a casa. E este foi o meu dia!

4 Comments:
At 11:28 p.m.,
Ovelha Mansa said…
Big day = big post. sorry
At 3:09 p.m.,
Anónimo said…
...só tens o k mereces...
At 8:10 p.m.,
Anónimo said…
Ovelha... já deves ter reparado que as tuas imagens desapareceram... pois é k eu apaguei o meu blog, pk tava só a ocupar espaço! Mas calma, não te enerves, pk eu já coloquei as imagens outra vez online, nas seguintes moradas, k é so substituires no devido lugar... (e tu és minimamente inteligente, saberas substituir a morada antiga pela nova) Estas são as novas moradas:
http://baulonline.blogs.sapo.pt/arquivo/004.gif
http://baulonline.blogs.sapo.pt/arquivo/florblinkiesNatal1.gif
http://baulonline.blogs.sapo.pt/arquivo/florn.gif
http://baulonline.blogs.sapo.pt/arquivo/barra_de_flores.gif
A barra de flores é obviamente aquela que tu meteste a seguir a cada post.
Inté...**
At 3:02 a.m.,
João Véstia said…
Ir à terreola é sempre fixe,Gostei do pormenor do fado como banda sonora, afinal o fado é a banda sonora de algum momento da vida de todos os portugueses
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